Terça-feira, Junho 28, 2011

CLASSIFICAÇÕES ETÁRIAS

Quando eu era pequena, uma coisa que tinha birra era cada vez que um adulto falava que "no tempo dele as coisas eram diferentes". Jurei que nunca falaria algo assim. Aí me tornei mãe, minhas filhas cresceram e eu acabei pagando a língua.

Pois é. No meu tempo, quando tudo era mais simples e crianças eram bem alfabetizadas lá pelos seus 6 ou 7 anos, a vida pra mim era dividida em 3 fases: infância, adolescência e vida adulta. Criança era criança até se tornar adolescente. E adolescente até virar adulto.

Mas eis que, de uns tempos pra cá, apareceu um troço chamado "pré-adolescência", que situa-se entre a infância e a adolescência, não sei bem em qual idade. A Juliana meio que simplificou e pulou da infância pra adolescência, mas a Vanessa, que adora complicar as coisas, resolveu classificar cada parte de sua vida. Segundo ela, as classificações etárias seriam mais ou menos assim:

0 a 2 anos -bebê
2 a 4 anos -criança pequena
4 a 7 anos -criança média
7 a 10 anos -criança grande
10 a 11 anos -quase pré-adolescente
11 a 13 anos -pré-adolescente
13 a 18 anos -adolescente

E, no dia de hoje, a minha pré-adolescente entra no último ano antes de ser oficialmente adolescente, segundo a sua tabela de classificação etária. Parece incrível que há 12 anos ela era retirada aos berros da minha barriga (até hoje acho que ela não gostou de sair do quentinho para um dia de inverno); que há 12 anos ela continuou aos berros enquanto a limpavam, enquanto a mostravam à família e quando foi colocada no berçário, só parando de berrar depois de acordar todos os outros bebês. Parece incrível pensar que aquela pequena de 4 anos de idade, que ditava textos para eu colocar em seu primeiro blog, agora é uma quase moça...

Parabéns, filhota!!! Mamãe te ama demais, viu???

Terça-feira, Junho 21, 2011

PASSEIO COM AS MENINAS

Hoje à tarde, saí com filhota adolescente e filhota pré-adolescente para fazer um programa de meninas: ir a uma loja de cosméticos no posto de gasolina pra comprar esmalte. Sim, porque este posto perto aqui de casa é muito prático. Ao invés de uma lojinha de conveniência, ele nos brinda com agência de correio, papelaria, lotérica, locadora, lanchonete subway e a tal loja de cosméticos. Sim, vocês estão pensando que vou falar sobre vaidades e esmaltes, não é?

Pois erraram redondamente, na verdade eu vou falar sobre o que aconteceu depois.

Compramos os tais dos esmaltes e voltamos pra casa. Aqui na minha rua tem um restaurante por quilo, normalmente eu passo por ele sempre com pressa, mas hoje, como estava passeando, pude reparar no cartaz, na porta. Dizia assim:

PROMOÇÃO DE JUNHO

COMA À VONTADE

HOMEM - R$14,00

MULHER - R$12,00

Caí na gargalhada, as meninas quiseram saber do que eu ria, então mostrei o cartaz. E a adolescente só comentou:

- Pois é, mãe... o pior de tudo é que o cartaz tem vários sentidos. Tem o sentido canibal e o outro...

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SIM!!! Sei que estou em dívida com as visitas, que sumi daqui! É que ando... como direi... assim meio sem enxergar direito, e quando vou fazer as minhas leituras a dor nos "zóio" é tal que acabo não conseguindo me concentrar. Mas, depois de muito tempo, FINALMENTE consegui passar na oculista. Que confirmou o que eu temia: além de ter mudado todo o grau das minhas lentes, ainda por cima o meu braço encurtou a ponto de eu precisar de óculos pra perto.


Assim, a partir da semana que vem, já devo estar enxergando. E, de quebra, vou ter duas armações diferentes para perder por aí, vejam que legal... e acho que consigo voltar a visitar os amigos!!!


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Ah, lembram-se do bilhete que a minha pré-adolescente, sedenta por organização, colocou na geladeira, no post anterior? Ele continua lá na geladeira e o quarto ela resolveu começar a arrumar hoje.


Para os que me perguntaram, há muito tempo não entro em crise com a arrumação delas. Eu me lembro como era o meu quarto. Aliás, o meu quarto atual também não é dos mais lindos, ainda mais que ele comporta um casal de desenhistas que não têm armários para colocar suas coisas e não são dos mais organizados...


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Um ótimo feriado pra todos vocês!!!

Sexta-feira, Junho 03, 2011

MINHAS FILHAS E A ORGANIZAÇÃO...

Parece que foi ontem. Com a vinda das minhas filhas, principalmente da caçula, a minha casa nunca mais foi a mesma. Quando mães de primeira viagem me pedem algum conselho, eu digo: "aproveitem enquanto seu filho é pequeno! Porque depois que ele começar a se locomover, nunca mais a sua casa ficará completamente em ordem!" Pois você pode achar um brinquedo dentro da geladeira, ou uma boneca feita de roupas no meio do corredor... e não adianta esperar que o seu filho cresça, porque aí começa a bagunça dos papéis...

Eu, como mãe, nem posso me queixar muito, pois minhas filhas sempre deram trabalho abaixo do normal: são responsáveis, estudiosas, tranquilas... mas a bagunça... ah, sempre foi um problema! Quando as duas eram pequenas, eu ainda me armava de paciência e, a cada dois ou três meses, entrava no quarto e fazia uma triagem de tudo. Depois de adolescentes, desisti da tarefa. A arrumação fica por conta das duas e enquanto a bagunça não cria vida e vem para a sala eu as deixo em paz.

E não é que, aos quase 12 anos, a Vanessa resolveu, por conta própria, que quer tentar ser mais organizada? Já faz alguns dias que notei que ela está estudando e escrevendo mais do que já costumava. E, esta semana, tive mais novidades quanto ao novo comportamento da minha caçula. Não sei se foi alguma professora que disse ou se ela viu em algum lugar que a melhor forma para gerenciar o tempo é fazendo listas das tarefas do dia. as o fato é que a partir desta quinta, a porta da minha geladeira começou a ser enfeitada por listas. E hoje que eu parei pra ler a tal lista de tarefas, confirmei que até quando quer ser séria a Vanessa é uma figura. Não aguentei e fotografei, para poder dividir com vocês...
Agora a aposta aqui em casa é: quanto tempo será que as listas da Vanessa vão durar? A Juliana já deu a sua opinião:
- Ih, mãe... acho que ela já não está seguindo muito, porque o quarto continua bagunçado...

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FALANDO EM GERENCIAMENTO DE TEMPO...
Peço a todos vocês desculpas pelo sumiço. É que as coisas andaram meio bagunçadas por aqui, com isso não pude dar atenção nem aos meus blogs nem a vocês. Pretendo, nos próximos dias, colocar as visitas em dia, ok?

Um ótimo final de semana a todos!!!

Domingo, Maio 08, 2011

A PEIXOLÂNDIA

Início da década de 1970. Era uma típica família paulistana, pai e mãe jovens e a primogênita, na época filha única, com uns três anos de idade. E, não sei se foi em alguma feira, festinha ou o que, a Menina ganhou um aquário com peixinhos.

Como toda criança, ficou encantada. Aqueles bichinhos eram lindos, nadando de um lado pro outro, de um lado pro outro. E deviam ficar bem cansados de fazer aquilo, então para preencher o tempo, a Menina os alimentava. Esses peixes tinham muita fome, era só colocar comida que eles nadavam até ela e acabavam com tudo. A Menina, prontamente, os abastecia com mais alimento, para que eles ficassem bem felizes. E por isso mesmo não entendeu a razão deles morrerem no dia seguinte. No alto dos seus três anos, não tinha como saber que enquanto há comida o peixe come. E que, se ele não para de comer, eventualmente estoura.

A Menina chorou muito. Não queria que seus preciosos peixinhos fossem retirados do aquário. E a jovem Mãe, num rasgo de inspiração que só surge em mães em via de desespero, saiu-se com essa:

- Lu querida, os peixinhos não podem ficar no aquário. Eles precisam ir pra Peixolândia, que é onde fica o céu dos peixes...

- "Pexolândia"? E o "pexinho" vai lá "po" "xéu" dele?
- Vai sim, filha, mas tem um lugar aqui em casa onde o caminho é mais rápido.

A Menina parou de chorar. Ela e a Mãe prepararam uma cerimônia muito bonita para os peixinhos falecidos, e os despacharam para a Peixolândia, cujo caminho mais rápido era através do vaso do banheiro.

E, assim, a Menina só voltou a ter peixes depois que teve idade para cuidar direito deles. Depois de casada, deixou a cargo do Marido, que tem mais paciência que ela. E a Peixolândia ficou na história, principalmente quando a Menina já crescida tornou-se mãe e também teve que ter seus rasgos de inspiração para sair de saias justas com as filhas.

Assim fica a homenagem à minha mãe e à sua inspiração súbita de me consolar com a história da Peixolândia. Hoje em dia só posso estar com ela, pessoalmente, poucos dias por ano e penso nela e no papai todos os dias do ano, mas hoje não poderia deixar de passar por aqui e deixar um beijo especial... Mãe querida, te amo demais, viu???

Quinta-feira, Abril 28, 2011

VANESSA E A DIFERENÇA

- Mãe, sabe que eu acabei de fazer a diferença?
- Acabou de fazer a diferença? Como assim, Nê?
- Ah, é que estava passando um comercial daqueles programas chatos lá do canal da Disney, e eles estavam falando que nós precisamos fazer a diferença, economizando energia.
- E...???
- Então, eu fiz a diferença, mãe: economizei energia desligando a TV e agora vou ler um livro!

Domingo, Abril 24, 2011

DIÁLOGOS QUE SÓ ACONTECEM NA MINHA FAMÍLIA...

Conversa entre os meus pais hoje, na hora do almoço. O papai, em época de Imposto de Renda, tem que viajar toda hora pra São Paulo. Dependendo dos clientes que ele vai atender, ou dorme na casa do meu irmão ou na minha. Desta vez, o "acampamento" ficou por conta do Adri. E a mamãe já foi perguntando pro papai:

- Benhê, você quer que eu separe iogurte e bolo pra você comer amanhã lá na casa do Adri?
- Eu não! Tomo café quando voltar pra cá, no Frango Assado.
- Mas você não quer levar mesmo?
- Ah! Se eu levar, vai se juntar com a coleção de iogurtes abertos na casa do seu filho (nessas horas meu irmão sempre vira filho só da mamãe). Aliás, acho que ele está esperando que você vá dormir por lá. Ou, pelo menos, a pia dele está.
- Por que, a pia está cheia de louça?
- Está. Acho que não tem um prato limpo, se quando ele tinha tempo não lavava a louça, agora que não tem piorou. Aliás, acho que vou aproveitar e trazer o lixo dele pra cá, amanhã.
- Poxa, é mesmo, boa ideia! Aliás, falando nisso, você pode aproveitar e levar o nosso lixo pra escola...

Antes que alguém pergunte: o meu irmão separa todo o seu lixo pra reciclagem. Só que nunca consegue levar para um posto, então quando o papai vai dormir na casa dele aproveita pra voltar com ele e deixa em uma escola que tem perto do sítio, onde o pessoal separa e vende. O mesmo é feito com o lixo da casa dos meus pais, o que acabou gerando o diálogo de hoje. E, claro, depois de darmos risada com a ideia do lixo dos meus pais indo estudar, uma das meninas ainda complementou:

- Sabem como é, né? Lixo que vai pra escola fica inteligente e se recicla...

Sábado, Abril 16, 2011

A LARANJINHA AMIGA

Sim esse era o nome do brinquedo. Laranjinha Amiga. Clássico dos anos setenta, era muito comum entre as meninas da época e é claro que eu era doida para ter um!!! E a minha Laranjinha Amiga finalmente veio, não lembro bem se num aniversário ou no Natal. Eu tinha uns cinco anos, na época.

Graças ao google, consegui achar uma ilustração da Laranjinha Amiga em um blog muito bacana chamado Retromotoca. Linda, não é? Você tirava a tampa em forma de folha da cabeça da Laranjinha Amiga e colocava suco lá dentro, e o suco saía de uma torneirinha em seu tronco. Não consigo lembrar onde que apertava para sair o suco, acho que era na prórpia torneira.

Enfim, como vocês podem ver, a nossa Laranja Amiga nada mais era do que uma espécie de filtro de água sem filtro, um brinquedo altamente "divertido". A mamãe de vez em quando me deixava servir suco nela, para ela não entrar em falência, em geral me permitia usar para tomar água. E, assim, eu enchia a minha Laranjinha e quando tinha sede tomava água num dos copinhos que vinha junto com ela.

Uma tarde, na mamãe precisou levar meu irmão ao médico e pediu pra uma tia-avó minha, que morava lá perto, pra tomar conta de mim. Tia Dinguinha era prestativa, um amor, mas não sabia brincar com crianças. Assim, ela acabou dormindo no sofá e me sobrou a companhia da minha Laranja Amiga. Eu conversava com ela e tomava um copinho d'água. Conversava mais um pouco e tomava outro copo. Acabou a água, eu enchi o reservatório. E, aí, se deu o desastre: olhei para a mesa, vi que estava molhada. A torneira da minha Laranja Amiga estava vazando, pingava... pingava... e pingava... O que fazer??? A cabeça da minha Laranja estava lotada de água, a torneira não parava de vazar, ia inudar tudo. A minha tia estava lá até roncando, e eu sem coragem coragem de acordá-la. Tive, então, uma ideia que achei brilhante. E, num ato de esperteza e heroísmo completos, coloquei o copinho debaixo da torneira e fui tomando toda a água, até esvaziar tudo. Mais de um litro, tomado em mais ou menos uns quinze minutos, copinho atrás de copinho. Quando minha tia acordou eu estava lá, com a mesa seca, a Laranja seca, a minha barriga cheia e eu com água saindo até pelos olhos. O resto do dia eu praticamente morei no banheiro, até conseguir eliminar aquela água toda.

Pior que não teve jeito. A torneira continuou com o seu vazamento e, com isso, o papel da minha Laranjinha Amiga foi enfeitar, toda sorridente, a prateleira do meu quarto, durante vários anos de sua vida. E, diga-se de passagem, com torneira vazando ou não, depois da minha "aventura", nunca mais tive coragem de servir "suco" na minha Laranja...

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Só para terminar. Na minha pesquisa atrás da fonte de onde tirei a foto ilustrativa deste post, fui parar no site do Motoca. Lá, entre outras coisas, há uma página obrigatória para aqueles da geração 70/80, com jogo de memória, brincadeira interativa do pequeno construtor e quiz sobre os anos 80. Para quem quiser conferir, o endereço é este aqui: http://retromotoca.wordpress.com

Quinta-feira, Abril 07, 2011

PONTUALIDADE QUASE BRITÂNICA

Entre tantos casos contados em nossa família, com certeza um dos que sabemos de cor foi o do casamento dos meus pais. A noiva, que sempre odiou chegar atrasada em qualquer lugar, apareceu meia hora antes. E teve que esperar o noivo, que chegou meia hora atrasado. Perguntaram à mamãe se ela não sentiu medo de o papai ter fugido do altar na última hora e ela respondeu: "Eu não! Se em cinco anos entre namoro e noivado ele SEMPRE chegou atrasado, por que hoje ele ia agir diferente?"

Lá em casa, eu puxei a pontualidade da mamãe. O meu irmão... bem... consta que, no dia de seu nascimento, ele teria enrolado a obstetra porque esqueceu o cordão umbilical na barriga da mamãe e, com isso, só veio ao mundo uma hora depois do previsto. Sério. O Adriano consegue ser pior do que o papai no que se refere a pontualidade mas, ao contrário dele, o meu irmão, por mais que se atrase, parece que SEMPRE consegue chegar onde precisa. Até em exame de convênio, onde se tem 15 minutos de tolerância, ele consegue se atrasar 40 e mesmo assim ser atendido. Por isso mesmo, o Adriano é completamente desencanado.

Agora, o mais engraçado MESMO é quando ele depende do papai para ir a algum lugar. Porque nessa hora parece que o Senhor J.F. resolve ser pontual e ele fica pra lá de nervoso com o meu irmão. E, quanto mais o papai briga, mais o Adri fica "zen" quanto ao atraso. Ele se lembra de um telefonema importante que precisa fazer, um e-mail que não enviou, algo que se esqueceu de separar. E, quanto mais ele enrola, mais o pai vai bufando e soltando fumacinha pelos ouvidos. Completamente hilariante, para quem está de fora.

Pois bem. O sonho do meu irmão sempre foi conhecer Londres. Ele arrumou um emprego legal em uma empresa de publicidade, o que lhe permitiria juntar dinheiro para a viagem. De quebra, ainda combinou com os meus pais que não ganharia presente nos Natais futuros e o valor economizado serviria para custear as passagens de ida e volta na classe econômica, claro. Guardou dinheiro durante uns três anos. A viagem tão sonhada duraria todo o mês de férias, a estadia seria em casa de amigos. O plano, para o dia da viagem, era assim:

7h00- acordar;
8h00- checar se não havia nada faltando nas malas (preparadas na véspera);
11h00- tomar banho /fazer a barba /se arrumar;
12h00- almoçar;
13h00- sair de casa para chegar em Cumbica uma hora antes do check-in;
14h00- fazer o check-in e curtir um pouco a família antes de se despedir e seguir viagem.

Era um plano perfeito. Mas, como no mundo do meu irmão nada funciona dessa forma, ele virou a madrugada terminando um texto que o amigo ilustraria para apresentar como conclusão de faculdade. Virou a noite nisso, e tudo se acumulou. Eu, nessa época, trabalhava com os meus pais. Fui ao escritório com o papai e a mamãe ficou em casa, para tentar que o Adri não perdesse a hora. Voltamos no horário combinado para o almoço, e o papai chegou perguntando:

- O Adriano já está pronto?
- Não -respondeu a mamãe -ele ainda nem fez as malas.
- AH!!! NÃO ACREDITO!!!

E, com o senhor J.F. começando a ficar bravo, o plano de viagem indo por água abaixo, o que acabou acontecendo foi o seguinte:

12h00- almoçamos papai, mamãe e eu. O Adri comeu em frente ao computador, ele estava terminando o texto;
13h00- meu irmão me chama. Precisava que eu revisasse o tal texto, enquanto ele tomava banho e se trocava. As malas, no final das contas, quem arrumou foi a mamãe.
14h00- terminei de revisar o texto (eram 40 páginas, no final das contas). O meu irmão precisava mandar por e-mail. Deu um pau no PC, teve que reiniciar. Nessa altura, o meu pai já estava espumando.
14h30- finalmente descemos pra garagem. Colocamos a bagagem no carro e saímos. O papai se lembrou que precisava abastecer, perdemos mais 15 minutos no posto de gasolina.
14h45- J.F., já nervoso, resolve pegar um atalho pelo centro de São Paulo para ir pro aeroporto de Guarulhos. Pegamos um baita congestionamento.
15h45- Chegamos em Guarulhos, com 45 minutos de atraso para o check-in. O voo estava marcado para as 16h00. Milagrosamente quase não havia fila, mas o Adri ainda precisava registrar a máquina fotográfica na Polícia Federal. Era do outro lado do aeroporto.
16h00- hora do voo. O papai e o meu irmão estavam na Polícia Federal registrando a máquina. O funcionário ligou para o balcão da British Airways, avisando que havia um passageiro com eles e que por favor segurassem o avião;
16h15- máquina devidamente registrada, corremos todo o aeroporto outra vez;
16h22- uma funcionária da British Airways veio ao nosso encontro, catou o Adriano pela mão e o levou pelo saguão de embarque, Não deu tempo de nos despedirmos dele.
16h25- vimos o avião começar a taxiar e decolar, e voltamos pra São Paulo. O papai, de ressaca após todo o nervoso, caiu de cama e só levantou no dia seguinte.

E foi assim que o meu irmão, com sua falta de pontualidade, conseguiu atrasar a saída de um avião britânico. E, com um último detalhe: não sei se o santo do Adriano que é forte ou se os ingleses acharam que ele era importante pelo fato da Polícia Federal ter pedido para que o esperassem, mas o fato é que só após o avião ter decolado é que, estranhando o conforto de sua poltrona, o meu maninho se deu conta de que o colocaram para viajar na primeira classe!

Nem preciso dizer que, após todo o nervoso que o papai passou para colocar o filho no avião, essa informação foi suficiente para deixá-lo xingando por uma semana seguida...

Segunda-feira, Abril 04, 2011

REGIONALISMOS...

Hoje eu pretendia contar sobre o meu irmão. Só que, na minha leitura matinal de blogs, dei com um texto delicioso da minha nova amiga Mariazita e a coisa acabou me levando para outros caminhos. Meu maninho vai ter que se conformar em aparecer na próxima postagem, pois desta vez vou falar sobre outro assunto.

Sempre fui fascinada por diferenças de linguagem. Acho que desde que tive a minha primeira amiga de escola, importada de Lisboa para cá. Tínhamos altas discussões sobre o que era certo: se era "abrir e fechar a luz", como ela dizia, ou "acender e apagar", como eu dizia. Se o certo era "chapéu" ou "guarda-chuva". Foram discussões que tivemos até ela voltar para Portugal, ainda criança, e que retomarmos trinta anos depois, já esclerolescentes, quando nos reencontramos nesta internet: desta vez, demos altas risadas quando demorei a entender que a "mulher a dias" que ia à casa dela é a mesma coisa que a "empregada diarista" daqui.

Eu já sabia que havia essa diferença enorme nos termos falados por aqui e os da nossa "terra-mãe". Mas  mesmo dentro deste Brasilzão vemos uma diferença enorme de termos, dependendo da região. Vou tomar por exemplo a caseira dos meus pais: nascida e criada no interior de Santa Catarina, onde houve muita influência alemã e também italiana, ela fala um português com um sotaque que eu adoro. Bem humorada, ela conta que a neta, nascida e criada em São Paulo, diz que "a Vó fala engraçado". Pois bem, lá no sítio não comemos pão e sim o "pon" que ela faz. Maravilhoso, por sinal. Acho que se fosse somente "pão" não seria tão gostoso.

Certa vez, ela nos contou que, logo que veio pra São Paulo, foi trabalhar em casa de família chique. Daquelas em que as refeições são servidas em vários pratos, coisa fina mesmo. E, certa vez, o patrão pediu que se servisse mexerica de sobremesa. Que desespero! Ela voltou à cozinha, olhou... olhou... e não descobriu o que era a tal mexerica. Cheia de vergonha, e já pedindo desculpas, voltou à sala de jantar e explicou que não sabia que fruta era aquela que eles gostariam de comer e que, se eles a descrevessem, talvez ela conseguisse encontrar. O patrão explicou:
- Mexerica é aquela fruta cor-de-laranja, sabe? Uma que você tira a casca com as mãos e come os gomos?
- AAAAAAAH!!! O senhor quer dizer Bergamota???
Pois é. E com isso, nós aprendemos que, quando formos para o Sul, só comeremos bergamota.

Mas o caso mais divertido dessa diferença de linguagens foi contado pela minha sogra. Nascida na Bahia, ela veio para cá aos 16 anos e poucas vezes voltou à sua terra natal. Em uma dessas viagens, deixou os irmãos roxos de vergonha, quando saiu pra passear na roça e voltou reclamando que a calça estava "cheia de picão". Ela se referia àquele mato que solta espinhos na roupa da gente mas, por lá, a palavra se referia a outra coisa... como direi... assim meio não recomendada para blogs familiares. Passada a vergonha geral, ficou mais uma anedota a ser contada aos risos em nossa família.

Desejo uma ótima semana a todos vocês e prometo voltar ao meu irmão no próximo post!

Sexta-feira, Abril 01, 2011

JULIANA ATACA NOVAMENTE...

Sim, ela anda inspirada. Ou melhor: inspirada a Juliana sempre foi mas, por ser muito tímida, o humor dela era mais visual do que verbal, e aí ficava difícil eu reproduzir aqui no EEEPA. Ou seja: no início deste blog, quando ela era pequena, dividia em igualdade as pérolas com a Vanessa, mas depois ficou quieta e a nossa caçula reinou quase que sozinha por aqui durante uns tempos, com as suas frases de efeito.

Mas agora a coisa mudou um pouco: a Ju, no ano passado, resolveu fazer um curso de teatro e, com isso, parece que destravou a língua. E as nossas conversas têm sido geniais. Ontem, por exemplo, ela estava reclamando que levou nota sete na redação, apesar da professora de Português ter adorado o seu texto. Perguntei se não houve ponto descontado por erro na ortografia, já que a Juliana ainda não se adaptou às mudanças (eu também não, diga-se de passagem). Ela disse que talvez, mas depois explicou porque ainda se confunde:

- Sabe qual é o problema? É que a promessa dos professores de nos ensinar a reforma ortográfica é igual à da escola de colocar papel higiênico nos banheiros: até hoje estamos esperando e não apareceu papel em lugar nenhum. Ou melhor: só no banheiro do teatro, mas o banheiro do teatro é LINDO, dá até vontade de morar lá dentro...

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EEEBA!!! PRESENTE!!!
Ganhei esse de outra Juju, futura jornalista que tem um blog lindo, o Felis Catus. Quem recebe este selo, precisa fazer duas coisas:

1- Indicar 15 blogs: vou fazer o mesmo que a Juju e indicar os 15 primeiros que comentarem por aqui.

2- Responder às perguntas: Nome? Luciana. Uma música? "Tocando em Frente", do Renato Teixeira e Almir Sater. Uma estação? Primavera (quando ainda existia estação bem definida aqui em São Paulo. Um seriado? Ih... assisto vários, mas indico House porque sou fãzaça assumida do Hugh Laurie". Frase ou palavra mais dito por você? "Mas, como eu ia dizendo...". O que achou do selo? Simpático!

Segunda-feira, Março 28, 2011

ROTINAS, BOLÍVAR E OUTRAS COISINHAS...

Explicando o meu desabafo do último post...

A minha avó materna foi a mulher mais organizada que eu conheci em toda a minha vida. Era daquelas que, às dez da manhã, já tinha deixado a casa tão em ordem que, se você precisasse de um grampo, ela te diria. E a partir daí vovó tinha o dia todo pra ela. Tudo isso sem faxineira, e morando perto de avenida, ou seja, na casa dela também juntava muito pó.

Pois bem. Eu NÃO puxei a minha avó. Sou completamente desorganizada e ao mesmo tempo perfeccionista, o que acaba me atrapalhando ainda mais, porque quando pego algo pra fazer ele tem que sair simplesmente perfeito. Mas não gosto de serviço de casa. E não tenho faxineira ou diarista, então a coisa tem que ser feita. Mas, quando estou com algum trabalho, a bagunça toma conta e aí meus objetos criam vida e somem, como o raio do meu bilhete único que ainda tinha um saldo considerável com o valor antigo da passagem de ônibus.

Enfim, em meio a tudo isso, como se não bastasse, há pouco mais de dois anos e meio arrumei sarna pra me coçar: me apaixonei por um casal de periquitos e comprei (com a condição imposta pelo meu marido que eu que cuidaria, assim como ele que cuida do seu aquário). Menos de um mês depois, me apaixonei por uma calopsita em uma loja e a trouxe para casa, também. Mas achei que ela estava muito sozinha, então no dia seguinte arrumei um companheirinho pra ela. Os dois se deram tão bem que seis meses depois tiveram a sua primeira e última ninhada. Vingaram três filhotes, que eu não tive coragem de dar. Aliás, esse é o motivo de ter sido a última ninhada do Capitão Rodrigo e da Bibiana: se eu inventar outra, marido e filhas já me avisaram que eu voo com gaiola e tudo daqui do 17º andar. E é assim que, junto a tudo, ainda cuido de minhas sete aves. De suas gaiolas e da bagunça que elas fazem quando estão soltas.

BOLÍVAR APRONTANDO
Só pra terminar: os meus "netos" já estão com dois anos e o Bolívar, o mais velho (retratado aí em cima no template) é o mais fofo, simpático e terrível que eu já vi. Já escalou a cortina e não sossegou enquanto não tirou um pedaço do passante. Já esburacou a parede. Já comeu as minhas enciclopédias. E, pior... agora deu de brincar com o pote de comida. É daqueles de pendurar na grade, às vezes estou aqui no quarto trabalhando, ouço um "ploft" e quando vou ver o pote está virado e a comida dele já foi pro espaço. E parece que ele sabe quando a mistura está acabando, porque aí que derruba mesmo! O pior é que agora o pestinha deu de me desafiar, ontem ficou olhando pra minha cara enquanto empurrava a base do pote. Quando viu que eu ia tirar, ele olhou pra minha cara e... virou!!! Gente, juro que xinguei montes. Coloquei um pouco mais de comida, mudei o pote para um lugar onde ele não pudesse alcançar. Não adiantou, mais um pouco e lá estava ele trepado na grade pra virar o pote outra vez. Aí fiquei brava, berrei um "não" tão forte que o Bolívar me olhou e foi se embolotar em um canto da gaiola. Aparentemente a coisa funcionou, porque depois de ficar amuado ele foi brincar com suas coisas e se esqueceu do pote. Ainda bem!!!

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MEME: recebi da minha amiga Lucimere, como faz tempo que não respondo um... lá vão as minhas respostas!

Na minha casa nunca falta...
Café!!!! É um vício, admito. Mas não funciono sem ele.


Morro de medo de...
Fogo. Tenho fobia. E também morro de medo da violência de São Paulo, só sossego quando todos estão aqui em casa, perto das minhas asas.


Tenho uma mania...
de deixar os interruptores do corredor paralelos. Eles só ficam assim se os da entrada da sala não estiverem. A minha família diz que eu acho que se eles não estiverem paralelos o mundo vai acabar.


Um dia ainda vou...
voltar pra faculdade. Não sei exatamente de que nem quando, mas sei que um dia ainda vou.


Posso ser... (por que normalmente não sou)
muito brava. Demoro pra perder a paciência, mas ,quando eu perco, a cabeça também vai junto e costumo falar tudo o que devo e não devo. E depois ainda me sinto mal por isso.


Nunca espere que eu seja...
organizada!!!


Choro quando...
Ih, quase sempre! Sou uma chorona assumida. Choro de rir, choro quando me emociono, choro com música, com filme...


Eu me sinto uma heroína quando...
faço coisa simples e as minhas filhas me olham com admiração.

É isso aí. Repasso o MEME para filhota 1, filhota 2 e pro Ed, pois assim esses três atualizam os seus blogs. As outras indicações ficam para quem me visitar e quiser responder. Só não esqueçam de me avisar depois, ok?

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UPTATE DE 28/03, às 18:00:
@$%#&!!!! Passarinho cara-de-bunda...

Terça-feira, Março 22, 2011

PERGUNTAS QUE NÃO QUEREM CALAR...

1- Por que não existe casa auto-limpante?

2- Por que canetas, solas de sapatos e afins adoram paredes recém-pintadas, assim como molho de macarrão adora uma camiseta branca?

3- Por que mesmo guardando junto o par de meias, na hora de usar uma delas sempre desaparece?

4- Qual o milagre que faz multiplicar copos na pia da cozinha, sendo que ninguém os retirou do armário?

5- Por que quando você está sozinho em casa parece que a campainha do telefone está ligada ao uso do banheiro?

6- Que raio de mutação faz com que aranhas de apartamento se multipliquem numa velocidade absurda e encham de teias aquele canto que você tem certeza de que acabou de espanar há alguns minutos?

7- Por que os brinquedos da sua filha pré-adolescente adoram migrar do quarto dela pra sala, sendo que os mais pontudos ficam esperando pela sola do seu pé?

8- Por que o ralo do banheiro resolve entupir e inundar a sala somente um dia depois de você finalmente passar mais de uma hora limpando aquele tapete que levou meses criando coragem pra limpar?

9- Por que aquela moedinha que completa o trocado que você precisava sempre cai da mão e rola pra baixo do único móvel que precisa de um guindaste pra levantar?

10- E, finalmente... COMO É que o meu bilhete único cria vida e foge da minha bolsa pra passear pelo meu quarto bem no dia em que preciso dele pra pegar ônibus??? Nem com pedido pra São Longuinho estou conseguindo achar...

Quarta-feira, Março 16, 2011

ORA BOLAS...

Mulherada papeando um domingo desses, lá na casa da minha sogra...

CUNHADA: - Lu, achei linda essa sua blusa de bolinha, ficou tão bem em você!

SOGRINHA: - Também achei linda, é bom te ver com blusas diferentes!

EU: - Ah, sabem como é... resolvi variar um pouco, nunca uso estampa... não aguentava mais, mudei. Até os passarinhos estavam tão acostumados a me ver com camiseta lisa que quando cheguei perto com essa blusa de bolinha eles fugiram pra outro canto...

JULIANA: - Ah, mãe, sabe como é, né? Vai ver que eles têm medo de galinha d'angola!

Terça-feira, Março 08, 2011

PENSAMENTO DA SEMANA

"Se olhar de adolescente matasse, ou teríamos um mundo sem quartos arrumados ou um onde todos ficassem órfãos a partir dos seus 11 ou 12 anos de idade..."

Sexta-feira, Dezembro 31, 2010

As manhãs do Professor J.F.!!!

Sim!!! Eu SEI que estou devendo mais casos por aqui! Confesso que a preguiça anda grande: preciso remodelar esse meu canto, mas é mais fácil reorganizar os do resto da família que o meu. E, o pior, sempre que me lembro de alguma coisa pra contar, vai o meu papai blogueiro e conta, ou, pior, o nosso beagle blogueiro.

Mas ontem eu li uma postagem do meu pai tem contado lá no Blog do JF sobre os seus tempos de professor, em que ele contou sobre o pó de giz. E me lembrei então do trabalho que dava pra acordá-lo de manhã. Vou contar como que era, pra vocês sentirem o drama:

- Paiê, você precisa acordar.
Ele se senta na cama, olha pra minha cara e pergunta:
- Por quê?
- Porque você precisa ir dar aula.
- E por que eu preciso acordar agora?
- Porque a mamãe falou, ué.
- Ah, essa sua mãe é doida, mesmo. - ele disse isso, deitou-se novamente e no segundo seguinte já estava roncando. Eu esperei uns cinco minutos, voltei ao quarto e chamei:
- PAAAI!!! PAAAAI! Você precisa acordar! São sete horas!!!
E ele, pulando da cama:
- JÁ???? E você não me acordou??? Estou atrasado!!!!

Pois é. O meu pai, não contente de falar dormindo, abria os olhos, se sentava, e nos convencia por a mais b porque ele não precisava ser acordado. Ainda bem que eu já sabia disso e insistia. Mas de outra vez, QUASE que ele convenceu a mamãe. O colégio onde o papai dava aulas volta e meia promovia excursões entre os alunos, e os professores que não viajavam ganhavam uns dias de folga. E foi essa a desculpa que o meu pai deu uma certa manhã para não ser acordado pela mamãe. Ela voltou para a cozinha e continuou ajeitando as coisas para o café da manhã, quando se lembrou de um pequeno detalhe, e voltou para o quarto:
- Benhê... beeeenhêêêêê... escuta... você não precisa MESMO ir pra aula? Mas não teve excursão há duas semanas, essa é outra?
- Excursão???? Que excursão???? Que horas são? Eu não posso atrasar, hoje eu tenho que passar uma prova!!!

Ainda bem que os alunos nunca souberam dos sonambulismos de seu professor. Ou choveriam telefonemas lá para casa com avisos de excursões em véspera de prova...

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Um feliz 2011 pra todos vocês!!!!!

Terça-feira, Novembro 30, 2010

Da sessão: "Sim, eu JURO que ouvi isso!!!"

Aqui em casa, em época de aulas, o nosso despertador é a televisão. Ela liga ainda quando passa os telecursos, mas começamos a levantar com o jornal rural.

Quando acordei, hoje, estavam passando uma matéria sobre um festival rural de não-sei-quê lá na Bahia. O repórter é chamado e me vem com a seguinte pérola:

- Pessoal, não estranhem o fato de aqui ainda estar escuro, é que na Bahia não tem horário de verão.

Levantei aqui em São Paulo, no escuro, às gargalhadas. Tenho que mandar um e-mail para o Governo pra que eles, por favor, no próximo horário de verão, solicitem ao sol que ele se levante uma hora mais cedo. Ou que atrase uma hora lá na Bahia, pra que fique mais claro logo cedo...

Quarta-feira, Maio 05, 2010

AH, NOS MEUS TEMPOS DE ESCOLA....

Estava aqui pensando que nunca cheguei a compartilhar minhas experiências escolares com vocês. Eu, basicamente, fui uma boa aluna, pois era medrosa demais para aprontar. Mas não deixava de me divertir com o que acontecia em sala de aula.

Essa aconteceu em 1985. Estávamos no 1º Colegial e a nossa turma era daquelas que aprontavam direto. Naquele ano, estudávamos em uma sala num canto do corredor: a porta era no fundo e dava para uma espécie de "hallzinho" de entrada e, para se chegar na mesa do professor, era preciso dar a volta por metade da sala. Um detalhe importante: em determinados pontos dessa sala, mal dava para ver a porta.

E foi exatamente por esse motivo que um colega nosso, que não havia estudado nada para a prova de Geografia, resolveu dar um jeito no assunto: ele esperou todo mundo entrar na sala, incluindo a professora, trancou a porta, embrulhou a chave num papel e jogou pela janela. E foi se sentar lá no fundo, quietinho.

A prova se desenrolou normalmente, até que o primeiro aluno terminou, a entregou para a professora e foi tentar sair da sala:

- Hmmmm... professora... a porta não quer abrir!
- COMO não quer abrir? Claro que a porta abre! Espere que daqui a pouco alguém te ajuda a abrir.

Nisso, outro aluno havia terminado a prova. Ele entregou, foi tentar ajudar, e constatou:

- Professora, a porta está trancada!
- Mas então destranque!
- Não dá... não tem a chave!!!!

Aí foi um desespero total! Nós, por um lado, aflitos por estarmos trancados justo com a professora de Geografia. Ela, por sua vez, desesperada por estar trancada justo com a nossa turma. Quanto ao nosso colega que trancou a sala, esse pôde colar tranqüilamente, no meio da bagunça que ficou.

Lá pelas tantas, com mais de metade da classe tendo terminado a prova, e boa parte do povo fazendo a maior algazarra para chamar alguém pra abrir a porta, finalmente chegou o diretor com a chave, para nos destrancar lá de dentro. E a bronca foi bem grande. Não me lembro se chegou a haver advertência, mas lembro de haver um comentário parecido com "só poderia acontecer com vocês..."

Sexta-feira, Abril 02, 2010

DIÁLOGO NAS ALTURAS

Há uns dois sábados, a minha pia estava assim... digamos... com uma baguncinha básica. Sabem como é: família sem empregada, pai fazendo um serviço fora de casa, a mãe fazendo um trabalho em casa, mas daqueles com prazo de entrega pra anteontem de madrugada. Enfim, a louça por lavar acumulou de um dia para o outro e, sendo assim, escalei as meninas para um pequeno mutirão para colocar a cozinha em ordem: enquanto eu lavava, elas secavam e guardavam tudo. Enquanto isso, conversávamos:

EU: - Ju, você consegue guardar aquela tigela no armário lá de cima?
JU: - Consigo, mãe.
NÊ: - É, mas eu ainda não consigo alcançar aquele armário né, mãe?
EU: - Não, Vanessa, mas você está quase da minha altura e muito em breve eu vou ser a baixinha da casa e não vou precisar mais usar somente o seu pai como "escada".
JU: - EI!!!! Quer dizer então que você vai se aproveitar da nossa altura toda para nos explorar pra colocar as coisas nos armários?
EU: - Claaaaaro!!! Afinal, já que eu vou ser a mais baixa da casa, nada mais justo que eu aproveite das vantagens de ter três mais altos que eu por aqui pra eu não precisar usar escada!
NÊ: - É, Ju... já vi que ser alto tem seus pontos baixos...

Quinta-feira, Março 25, 2010

O BOTÃO DE PACIÊNCIA

Essa história surgiu durante os meus meses de senzala, ano passado. Stress puro, todo dia, das 13:00 às 22:00. E em um dia particularmente cansativo, numa conversa com o rapaz que trabalhava ao meu lado, comentamos o quanto seria bom se existisse em cada um de nós um botão de paciência, que seria ajustado em vários módulos, que variariam de "Rambo" a "Dalai Lama". No caso, o módulo "Rambo" seria para aqueles momentos agradáveis em que você tem que tomar atitudes extremas, como com aquele operador de telemarketing que liga pra sua casa às oito da manhã de um domingo te empurrando um seguro de vida do seu banco, onde só "estará sendo" cobrado de você o módico valor de R$34,99 por mês. No outro extremo, o módulo de paciência "Dalai Lama" seria para te deixar bem zen, mesmo se explodisse o seu local de trabalho ou o seu chefe achasse defeito em uma cena que você checou dez vezes e sabe que está perfeita.

Confesso que muitas vezes eu procurei ajustar o meu botão de paciência no módulo "Dalai Lama". E funcionou razoavelmente bem. Mesmo quando saía da senzala e, depois de conseguir pegar no sono de madrugada, sonhava com todo o trabalho que tinha feito. Aliás, o módulo "Dalai Lama" funcionou tão bem que uma bela noite, após as meninas terem ido dormir às dez da noite, finalmente eu estava relaxada a ponto de, junto com o maridão, encostar a cabeça no travesseiro e apagar para uma bela noite de sono antes das onze... até ser acordada à 1:30 da madrugada pelo toque do meu interfone e ouvir do meu porteiro que a minha querida vizinha estava reclamando do barulho daqui de casa. Pra quê? O meu botão da paciência quebrou, saltou do módulo "Dalai Lama" para um novo chamado "Jack, o Estripador". Eu pedi que meu porteiro interfonasse de volta à minha vizinha e... bem... acho que atrapalhei o almoço dos japoneses lá em Tóquio com os meus gritos.

Mas, pelo menos, a quebra do meu botão da paciência serviu para alguma coisa. Foi motivo de conversa entre os porteiros, que em 14 anos nunca haviam visto a "Dona Luciana" ficar nervosa , e também serviu para a minha vizinha ficar mansa por alguns meses.

Por essas e outras que, depois das vassouradas no meu chão na semana passada, espero, mas espero MESMO não ser acordada outra vez por conta de barulho que não fiz. Pois da próxima vez meu botão da paciência é capaz de passar para a modalidade "Átila, o Huno". E aí vão ouvir os meus gritos até da Estação Espacial Internacional...

Sexta-feira, Março 19, 2010

MINI-POST

Esta madrugada aquela vizinha de baixo que há uns tempos passou quatro meses reformando o apartamento com uma furadeira marretou outra vez o meu chão com um cabo de vassoura para reclamar de barulhos que não estávamos fazendo.

Já ignorei. Já briguei. Nada adiantou. Vou partir para a ignorância e comprar tamancos holandeses pra sapatear no teto da minha vizinha da próxima vez que ela vassourar o meu teto.

Assim, pelo menos, ela poderá reclamar com motivo...

Sábado, Março 13, 2010

O TEMPO E O VENTO - versão 2010

(já pedindo permissão ao grande Erico Verissimo...)

Bibiana Terra era uma linda solteira até o dia em que o Capitão Rodrigo Cambará chegou no pedaço. Todos os dias ele cantava no ouvido dela, se exibia, fazia cafunezinho... até que a Bibiana não resistiu e eles acabaram consumando o seu amor. Que, com o tempo, acabou gerando três lindos frutos: Bolívar, Maria Valéria e Clarissa.

E assim, a família Terra-Cambará foi vivendo os seus dias, que foram relativamente felizes até o Bolívar atingir a idade adulta, quando então desenvolveu um verdadeiro complexo de Édipo e passou a paquerar a mãe. Sim, gente, porque nesta versão do romance, a paixão de Bolívar por Bibiana corre solta! Ele virou um galanteador igual ao pai e não pode ver a mãe sair para passear que já via pra cima dela, com olhares lascivos. E canta para ela... e dança... e tenta fazer cafunezinho... Mas Bibiana Terra-Cambará é fiel, ela só tem olhos para o seu marido, Capitão Rodrigo, que de vez em quando se enche das cantorias e investidas de seu filho e o expulsa a bicadas de cima da prateleira.

Pois é. O certo seria, nessa altura do campeonato, eu arrumar uma companheirinha para o Bolívar, aí talvez quem sabe ele deixasse de paquerar a mãe. Mas já tenho cinco calopsitas num apartamento de 72m2, se arrumar mais uma, é capaz do maridão me atirar do 17º andar com gaiolas e tudo.

Mas já decidi: num futuro, procurarei romances com personagens menos galanteadores para "batizar" meus pássaros...

Segunda-feira, Março 01, 2010

VOLTANDO PRA CASA...

Pois é. O tempo passa, este blog ficou praticamente às moscas e, de todas as mudanças que aconteceram nesse período, acho que a mais drástica se deu com as minhas filhas. Lá nos primórdios do EEEPA, eu tinha duas crianças. Agora, tenho uma adolescente e outra que pretende ser. Até o ano passado, ambas estudavam na mesma escola, aqui perto de casa, e já iam sem acompanhamento dos pais, mas, neste último ano, a Juliana passou a pegar ônibus para cursar o Ensino Médio em seu novo colégio, o que nos deixou com a incumbência de começar a treinar a Vanessa para voltar sozinha para casa.

Quem já passou por essa adaptação com os filhos, sabe como é. Quem ainda não passou, deve se lembrar de como foi quando chegou nessa fase: a cada dia os pais combinam de se encontrar com seus filhos em um ponto diferente, até que se sintam seguros de libertar seus rebentos de baixo de suas asas e os deixem soltos por aí. Foi assim aqui em casa com a Juliana, e tem sido assim com a nossa caçula. Nos primeiros dias, eu a pegava no portão da escola, mas depois comecei a combinar com ela os novos pontos de encontro:

- E aí, Vanessa, onde você quer que eu te encontre hoje? Na esquina de escola?
- Não, mãe... ainda é longe.
- E onde que você quer então?
- Ah! Pode ser encostada no muro da escola, no meio do caminho entre o portão e a esquina?
- Tá bom.

Uns dois dias depois a própria Vanessa me pediu:
- Mãe!!! Não precisa mais me esperar no meio do caminho, agora pode ser na esquina, viu?
- Tá.

E continuamos assim: a cada dia eu perguntava, e o nosso ponto de encontro foi mudando: pra esquina do outro lado da rua do muro da escola, depois a esquina já mais longe da escola... no meio da calçada entre essa esquina e a outra esquina... Até que hoje, finalmente, eu a vi atravessar em segurança a rua mais movimentada que tem para chegar aqui em casa. Eu estava no meio da calçada entre essa rua e a minha, e perguntei:

- E aí, Vanessa, continuo te esperando aqui ou você quer me encontrar mais longe?
- Já pode ser um pouquinho mais longe, mãe.
- Esse pouquinho mais longe é na esquina daqui de casa?
- Não, mãe! Pode ser mais longe ainda!!!
- Ué, mas o ponto mais longe ainda que resta então é eu ficar dentro de casa e te esperar lá!
- Isso mesmo, mãe! Eu quero que você me encontre em casa!!!

Minha caçulinha está crescendo...

Domingo, Fevereiro 14, 2010

... ENQUANTO ISSO, NO CARNAVAL...

Repórter da TV, naquele clima animado de dia de desfile, resolve entrevistar ex-BBB que vai sair como madrinha de bateria em uma Escola de Samba.

REPÓRTER: - E aí, animada com o Carnaval de São Paulo?
EX-BBB: - Tô! Muito!
REPÓRTER: - É a segunda vez que você vai sair desfilando. Está gostando?
EX-BBB: - Sim! O bom da segunda vez é que agora eu sei o caminho!

...

Quinta-feira, Dezembro 31, 2009

DIÁLOGO ENTRE FILHA EM FASE DE CRESCIMENTO E SEU PAI...

Vanessa, com seus dez anos de idade, tentando convencer o Vagner que já tinha idade suficiente para ficar algumas horas sem a irmã mais velha e os adultos em casa:

- Mas... PAI!!! Eu já sou bem grande pra ficar sozinha um tempão!
- Eu sei que você é grande... mas se fica sozinha muito tempo você apronta arte.
- EEEEEU???? Mas eu não faço arte, pai!!!
- Não? Vai me dizer que você nunca fez arte?
- Bom... nunca fazer arte eu não posso dizer que não fiz, mas isso já é coisa do passado...
- Ah é? E esburacar o sabonete com o pente de cabelo, você não considera como arte?
- Sim, eu considero arte, mas isso é passado, pai, hoje eu não faço mais isso...
- Mas você esburacou o sabonete ONTEM, Vanessa!
- Então, pai... e ONTEM não é passado????

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N.R. - Pois é... como ONTEM é passado e a Vanessa agora não é mais criança, e sim uma PRÉ-ADOLESCENTE, ela resolveu não mais escrever no VANEZILLA. Mas, para todos os fãs de seu antigo blog, a nossa pequena já quase maior que eu inaugurou o seu novo espaço: Sempre a Toda e promete escrever com bem mais frequência que a mãe dela...

Domingo, Outubro 11, 2009

À MINHA "AMIGA" HOMÔNIMA...

Você não está recebendo os seus e-mails do Portal do Mac Donald's? Ou os avisos de falta de pagamento do seu plano de saúde? Ou, ainda, as cobranças do seu professor para aquela sua tese que você ficou de entregar e até agora não entregou???

Pois é, minha amiga... talvez não seja problema com o seu e-mail, que deve funcionar bem. Sabe, a falta de recebimento das suas mensagens deve ser por um problema mais simples. Como você mandar o MEU endereço de e-mail para essas pessoas.

Sabe, querida homônima... eu costumo ser paciente. Até tentei explicar a alguns que as mensagens estavam indo para a Luciana errada. Comecei a marcar como spam. Pensei em mudar de endereço de e-mail, mas... entenda... eu sou meio ciumenta com essas coisas e, além do mais, tenho um certo carinho por aquele meu endereço, que ganhei com convite.

Quando comecei a receber mensagens de forward de pessoas que nunca vi (ou li) na minha vida, comecei a me incomodar um pouco, mas... convenhamos... ultimamente as coisas passaram do controle, você não acha???

Veja bem: eu sou casada!!! Durante anos puder gozar à vontade da cara do meu marido por ele ser adicionado no msn por meninas que recebiam poesias escritas no orkut pelo seu homônimo. Ele nunca pôde me responder à altura, mas você conseguiu dar todas as armas para ele. Pois pior do que alguém receber respostas a cantadas que nunca deu, é você descobrir que se cadastrou em sites de relacionamento e receber uma mensagem avisando que o Garotão Sarado mandou um beijo virtual para você!!!

Sentiu o meu drama??? Perdi completamente a moral aqui em casa!!!! O meu marido agora pode rir à vontade de mim, e não posso fazer nada!!! Porque parece que, quando você não recebe as mensagens de um determinado site de relacionamento, resolve se cadastrar em outro!!!!

Querida homônima: entendo que a solidão é complicada. Que você merece encontrar a sua metade da laranja. Mas, para isso, seria mais interessante se VOCÊ recebesse os seus recados e não eu, você não acha???

Então te peço, encarecidamente: POR FAVOR, mude o seu endereço de envio!!! Pela sanidade do meu casamento, pois está difícil de aguentar por muito tempo as risadas na minha cara.

Atenciosamente,

Luciana Farias,
sua colega homônima com endereço de e-mail parecido